“Estou realmente convencido de que haverá uma grande demanda por pessoas que têm um vazio em suas vidas por não terem ninguém para amar, e ninguém que as ama”, diz David Levy, escritor e ganhador de prêmios que envolvem tecnologia robótica. “O mundo será um lugar muito mais feliz porque todas aquelas pessoas que agora se sentem miseráveis terão alguém. Acho que esse será um maravilhoso serviço para a humanidade.”
Ok, imagine agora que todo esse amor, esse carinho para oferecer, venha de um robô, isso mesmo, uma máquina. Caso esteja intrigado, deixo logo claro que eles, os robôs, não são mais como antigamente.
Em dezembro do ano passado, um programador canadense mostrou sua esposa robótica ao mundo. Eu disse (escrevi), ESPOSA. Coloque ai todo sentimento que isso possa envolver. Não estamos mais falando de bonecas, ou pequenos, ou grandes, intrumentos mecanizados, com finalidades sexuais. Estamos falando de amor.
Tudo bem que não é de hoje que a tecnologia avança para todos os lados, por isso é chamada de tecnologia avançada, não é?
TV Digital, raio laser, bombas inteligentes, robôs que cozinham, que atendem em bibliotecas, que consertam coisas, uma lista cada vez maior de profissões humanas já estão sendo ocupadas por robôs. Mas amor? sexo?
Roxxxy TrueCompanion é a primeira robô com inteligência artificial que pode fazer sexo com seu usuário, a quem ela conhece pelo nome, e conversar para tornar a coisa mais real. Se tocada, dependendo do perfil feminino escolhido por seu dono (!), ela pode até ter um orgasmo, graças a sensores espalhados por seu corpo. Pois é, ela pode.
A “primeira robô do sexo” pode conversar, ouvir, falar, sentir o seu toque e até ser sua amiga e companheira (se a primeira que citei é a esposa, esta pode ser “a” amante!). O projeto, desenvolvido pela True Companion, foi criado por Douglas Hines, um ex-pesquisador do Bell Labs que vem trabalhando em com conceitos de inteligência artificial desde 1993. Roxxxy foi desenvolvida e aprimorada nos últimos dois anos e meio, um trabalho intenso para mostrar até onde vai a criatividade humana quando se trata de satisfazer certos desejos.
Isso lembra o filme “AI, inteligência artificial”, em que Jud Law interpretava um “robô do amor”. Talvez estejamos vendo filmes de mais, ou pensando de forma racional de mais certos prazeres…

O fato é, eles já tomam empregos em alguns lugares do mundo, já estão em fábricas, em alguns pontos turísticos, em casas desempenhando trabalhos domésticos…e agora podem estar “te amando”.
A tecnologia anda avançando demais. E eu? você? os robôs? e o amor, sexo ou seja lá o que queremos sentir, quanto isso vai custar?